Como identificar um bom rodízio de sushi?

10 comentários sobre “Como identificar um bom rodízio de sushi?”

  1. O caldo do tempurá (Tentsuyu) é shoyu + caldo de peixe (dashi) + mirin, acompanha nabo ralado (docinho!)
    Minha mãe faz um makizushi com alface americana + maionese, que remete aos anos 50 quando ela morava em Okinawa, e as famílias americanas (das bases fndadas em Okinawa) presenteavam os empregados com potes de maionese, e às vezes, alface americana.
    Virou sushi e é tradicional lá em casa há pelo menos 50 anos! 😀

  2. o tal do peixe branco não é necessariamente um trunfo dos brasileiros, pois, pode se usar peixes como robalo, vermelho cioba entre outros que são usados no japão também (e que são uma delícia inclusive). Mas o que foi dito é verdade, no nihon os peixes parecem muito mais saborosos (não sei se a questão do clima influência muito, já que o peixe tende a ter reservas maiores de gordura) mas um bom sushi lá, não é lá muito barato…..

  3. Bom post, finalmente li algo sobre o temaki, que concordo com você, deve ser simples e pequeno e não aquelas coisas gigantescas que servem nas chamadas “temakerias” por aí. Outra coisa que acho que não combina e concordo: maionese e cream cheese, acho que matam todo o sabor. E o “hot roll” então? Pode chamar isso de qualquer coisa menos de sushi. Não gosto de muitas invencionices em comida japonesa, ainda mais quando os ingredientes não se harmonizam!

  4. Tenho lido o blog e gostado bastante. Acho válida a manutenção da tradição oriental dos pratos, inclusive acredito que os japoneses se esforcem bastante para isso. Mas – independente do gosto pessoal de cada um – devo discordar sobre o que é considerado errado para comida. Porque cada povo, país ou pessoa ressignifica a culinária, as bebidas e os pratos de acordo com o seu paladar. Não é assim que os chineses, japoneses e coreanos fazem com versões de pratos alheios? Boa parte da culinária japonesa trata-se disso: versões de pratos chineses mesclados às invenções japonesas, de acordo com seus costumes, tradições e ingredientes. Não seria estranho então se os brasileiros – país de etnias distintas e miscigenadas – mantivessem a tradição japonesa do sushi e não acrescentar nada nela? A mistura de culturas, pratos, temperos, etc é mundial e histórica.

    Imaginem:

    – A culinária italiana sem o tomate, a batata e o milho? São produtos americanos…

    – A culinária norteamericana sem o hamburguer? Foi trazido por imigrantes alemães…

    E a feijoada então? Ensopados são remanescentes da tradição romana; o hábito de comer arroz com feijão é português; a farinha de mandioca é indígena… o modus operandi é brasileiro.

    Se o brasileiro gosta de encharcar o sushi no shoyu, colocar cream cheese e maionese, ele está ressignificando a comida japonesa à sua maneira, paladar, tradições, cultura. Talvez deixe de ser a autêntica comida japonesa e passe a ser “comida de influência japonesa” ou outro nome que represente melhor. Quem gostar que a coma.

    Somos bons nisso. Repatriamos o jiu-jitsu, arte marcial japonesa – os movimenos foram mantidos, mas adaptados ao físico dos irmãos Gracie, com ênfase no ne-waza, que até existe na arte nipônica mas sem tanto destaque. E fazemos sucesso mundial com a nossa adaptação da arte japonesa.

    Abraços!

    1. Concordo plenamente! Não sou nada contra as modificações. Outro exemplo é a própria comida africana que temos aqui no Brasil, que passou por várias alterações deliciosas: o acréscimo do dendê, por exemplo, foi uma ideia genial. Minha intenção é contar um pouco sobre essas diferenças, inclusive para que a gente entenda melhor o nosso paladar e valorize as alterações como parte do nosso patrimônio cultural. Os americanos, por exemplo, são superorgulhosos da comida italiana à moda deles. Por que o temaki do jeito como é feito aqui não pode ser considerado um quitute nipo-brasileiro? Seria lindo e, conhecendo os japoneses, acredito que muitos se interessariam bastante em vir aqui para experimentar.

      1. Eu acredito que o “boom” da comida japonesa chegou ao Brasil via norteamericanos; até meados dos anos 1990 o consumo de comida japonesa estava restrito à colônia/gastrônomos. Por isso as “invenciones” todas, frutas no sushi, cremes, etc. O mesmo pode ser observado na chegada dos mexicanos ao Brasil: é a variante Tex-Mex que está se popularizando e não a culinária tradicional – repleta de banha de porco, cominho e muuuuuuuuuuita pimenta. A atual demanda por cervejas de qualidade, também. Há uma década o consumo cervejeiro dos norteamericanos e a produção de cervejas por lá têm sido refinados. Estamos nessa onda, agora. Somos muito influenciados pelos EUA, é um fato.

  5. O pior é quem não mora em São Paulo capital, dificil ter guioza com nirá, folha de shisso, uni, unagui, gunkan de ovas e etc.. Eu moro no interior e não tem nada disso, se for cidade que não tem descendentes de japoneses então, pior ainda.

    Agora rodizio bom tem o Hideki Fuchikami.. mas acho que os melhores não são rodizio como o Jun Sakamoto, Shin Koike, Kinoshita, Adriano Kanashiro e etc..

    Pra mim é zoado nos rodízio é harumaki de queijo, guiozá frito por imersão e a generalização do peixe branco (e vem peixe prego mais barato). Que é bem diferente de um pargo ou robalo. E muitos nem usam o arroz especifico o curto (no minimo um Mirokumai, poque um Hoshihikari é uma fortuna), usa o goham normal (tipo Mimoji mais barato) e alguns tem a cara de pau de misturar com o arroz brasileiro 50%.

    Mas o lado positivo é que eu gosto do shimeiji na manteiga, do hotroll, dessas invenções com cream cheese. Eu acho que como o pescado aqui no Brasil é de péssima qualidade, o povo incrementa com outros ingredientes, igual o hotdog brasileiro com purê, vinagrete, batata palha, catupiry, bacon e etc.. Como a salsicha brasileira é ruim, agente tem que melhorar mascarando, lá fora é pão, salsicha e mostarda. A salsicha é boa, você saboreia ela, no Japão o sushi você saboreia o peixe então não tem muita firula. Mas depois que você fica um bom tempo em outro país você sente falta dessas brasileiradas, vai quebrar batata chips para por no hotdog, vai querer pizza a moda da casa (aquelas com mais de 10 ingredientes) e até sushi com cream cheese.

  6. Gostei muito da matéria e achei válido todos os comentários. A maior questão sobre as “adaptações” feitas nos sushis, harumakis, gyozas, tempurás e comidas servidas em rodízios é que primeiramente quem quiser experimentar realmente um sushi autêntico japonês indo a um rodízio não vai ter essa experiência (talvez com algumas raras exceções) pois hoje os sushis servidos são praticamente compostos por “adaptações” ao paladar brasileiro. Com certeza iriam estranhar (e provavelmente não iriam gostar) um sushi realmente japonês se tiverem como padrão os sushis servidos aqui. Concordo que as adaptações ao paladar local ocorrem e são inevitáveis em todos os países em se tratando de comidas estrangeiras, mas creio que no caso da maioria dos rodízios de sushi aqui talvez isso esteja passando do limite do “bom senso” da adaptação. Imaginem você morando em um outro país indo a um restaurante que dizem servir feijoada brasileira e a mesma é feita de frango ou peixe ao invés de carne de porco? Claro que isso é um exemplo bem banal mas é apenas para expor o meu ponto de vista. Outro ponto, como ainda existe o “tabu” de comer peixe cru para boa parte dos brasileiros, muitas das adaptações são feitas para mascarar ao máximo o sabor do peixe, ou seja, o ingrediente principal que deveria ter mais destaque, isso faz sentido? Apenas quero deixar claro que não estou dizendo que todas as adaptações são péssimas mas creio que elas devem ficar dentro de um limite do bom senso/bom gosto, mas infelizmente não é o que eu tenho testemunhado desde esse aumento de rodízios de sushi no país. Acho válido a popularização da gastronomia japonesa mas desde que seja feita dentro de um bom senso e não fazendo adaptações que tem como objetivo economizarem nos ingredientes ou desvirtuar completamente o paladar da mesma. Hoje infelizmente (ou felizmente já que ainda é possível) é bem mais autêntico comer um sushi vendido nas bandejas de isopor nas lojas da Liberdade em São Paulo do que ir a um restaurante de rodízio, e pagando muito menos.

    Obs: Existem sushis que tem maionese como ingrediente no Japão, mas sem excesso e de um modo bem equilibrado, apenas para ressaltar os sabores dos outros ingredientes.

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