Mais cosmopolitas, mais xenófobos

5 comentários sobre “Mais cosmopolitas, mais xenófobos”

  1. Não vejo problema em comer carne de cachorro. Mas me preocupa a procedência dela. Sei como são tratados, infelizmente, nossos bois, porcos, frangos, peixes. Mas quando há algum problema, recebem antibióticos. E se esses cachorros, se são, vem da rua? Como vou saber se não possuem alguma doença?

  2. Maravilha de texto! Eu ainda sou do tempo que se eu falasse que comia peixe cru e algas os “brasileiros” achavam que eu era uma aberração que comia coisas esquisitas. Falta abrir a mente, reconhecer o outro como ser humano que tem outra cultura e que se é diferente, não é ruim, é só diferente e no fim, respeitar isso. OBS: Hoje é chique comer sushi e sashimi e já virou até prato que se acha nos kilos da vida.

  3. Seu blog é ótimo, mas este texto é um exemplo típico da cultura tóxica do politicamente correto. Comparar xenofobia (ÓDIO a imigrantes) com simplesmente sentir-se surpreso ou perplexo com um cardápio inesperado é algo infantil e hipersensível, pra não dizer irresponsável, em seu lugar de formadora de opinião. Com todo seu aparente rigor ao apresentar e avaliar restaurantes orientais – cuja forte cultura milenar, aliás, só chegou a ti por causa do rigor e das regras à que estão sujeitos –, ficar fazendo relativizações bem-intencionadas sobre a vigilância sanitária é algo que me deixa agora suspeito com seu blog. Tenho todo o direito de não querer comer carne seja lá de qual tipo for, e se as leis locais reforçam isso, tanto melhor pra mim. Se lá no Japão houver alguma regra (lei, ou costume) que me impeça de vender yakifeijoada ou sushi de acarajé, tanto pior pra mim. O mundo não é uma praça de alimentação multiculturalista onde tudo é fofo e harmonioso ao preço de uma refeição. Tenho certeza que a maioria dos empresários honestos dos bons restaurantes que aparecem em seu blog ficaram felizes pelo rigor da fiscalização, separando os maus exemplos antes que o setor inteiro tivesse uma imagem pública manchada. Quanto a seu exemplo sobre a mãe brasileira no Japão: se ela está lá, deve seguir as regras locais. Peço desculpas se este comentário foi agressivo em alguns momentos, mas é que realmente me surpreende um (ótimo) blog que, já em seu título, expressa um justo rigor gastronômico – mas que para tratar de assuntos políticos, contradiz esse mesmo rigor apenas para mostrar que é benevolente e sensível.

    1. Acho que discordamos, Ivan, mas seus argumentos são válidos. E concordamos em alguns pontos: realmente o mundo não é uma praça de alimentação multicultural onde tudo é fofo. Agora, é preciso pensar a vigilância sanitária como instituição, certo. Ela cria regras com base em certos parâmetros e não acho que sejam inquestionáveis. Mais importante talvez seja o modo como atua. E os restaurantes não são lindos e adoráveis em tudo – não sei até que ponto seguem a legislação trabalhista do Brasil, por exemplo. Esse, para mim, é um assunto bem mais delicado.

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